Por Ana Paula Silva, Cristina Soares e Jozeías Nunes
Em 1967, surge nos EUA um movimento chamado mais tarde de Renovação Carismática Católica. No Brasil esse movimento está espalhado por diversas cidades e a cada dia ganha mais adeptos.
A Renovação Carismática prega a manifestação dos dons do Espírito Santo e os grupos de oração formam a base da estrutura desse movimento. Durante os encontros ocorrem evangelizações e proclamações de dons como a cura e a libertação.
Marli Dias Pereira é coordenadora do movimento da Renovação Carismática Católica da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Ceilândia, desde janeiro deste ano. Ela conta que durante uma de suas evangelizações proclamou uma cura.
“Depois de uma pregação eu realizei um momento de oração e proclamei a cura de uma mulher que estava com os lábios adormecidos, Deus me disse para falar a ela que naquele momento Ele estava a curando e no final da oração ele veio até a mim e deu seu testemunho, disse que havia vários dias que ela não conseguia mexer os lábios, era como se eles estivessem grudados”, diz Marli.
A coordenadora do grupo disse que é “usada” pelo Espírito Santo em suas proclamações e que quando uma pessoa realmente tem fé, ela consegue ser curada de qualquer problema.
“O Espírito Santo me usa para proclamar curas, para que eu possa trazer algum conforto às pessoas durante minhas pregações e quem realmente tem fé consegue ser curado, mas não adianta falar que tem fé da boca pra fora, a fé tem que vir do coração”, explica Marli.
Ciência e Religião
Cerca de 50 escolas de medicina nos Estados Unidos já possuem disciplinas voltadas aos estudos sobre a relação entre cura e a fé.
Na Universidade de Georgetown, em Washington, os alunos do primeiro ano de medicina cursam uma disciplina denominada Tradições Religiosas na Assistência à Saúde. Ela aborda a correlação entre espiritualidade e saúde, e ensina sobre as principais religiões do mundo. Os alunos aprendem a avaliar as crenças do paciente de maneira objetiva e não ameaçadora.
Um estudo realizado em 1998 pelos médicos Harold Koenig e David Larson, do Centro Médico da Duke University, na Carolina do Norte, mostrou que as pessoas que freqüentam a igreja todas as semanas tinham menos probabilidade de serem internadas e, se fossem, não passavam tanto tempo no hospital quanto aquelas que iam à igreja com menos freqüência. A pesquisa relata que quem freqüenta serviços religiosos mais de uma vez por semana vive, em média, sete anos mais do que os que não o fazem.
Já existem várias conferências médicas que tratam sobre fé e cura e o número de médicos que as freqüentam cresce cada vez mais. Vários médicos afirmam nestas conferências que acreditam na importância da fé como uma fonte de auxílio para a recuperação do paciente.
Pesquisas feitas com médicos de vários estados no Brasil relatam que diante de quadros crônicos ou terminais, pacientes que nunca tiveram uma crença recorrem às religiões em busca de conforto e apoio.
Segundo essa mesma pesquisa, sentimentos de angústia e de desânimo, que freqüentemente atingem pessoas doentes, diminuem e podem até desaparecer quando há fé.
Saiba mais sobre:
- Renovação Carismática no Brasil
- Renovação Carismática em Brasília
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